terça-feira, 17 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
Straight Edge

Por Straigh Edge entende-se um estilo de vida associado à corrente hardcore da música punk. Em debate continua o que constitui realmente o estilo de vida Straight Edge. A definição mais vasta envolve pelo menos um certo grau de abstinência de álcool, tabaco e outras drogas. Alguns incluem a cafeína entre as substâncias a evitar e insistem na necessidade de seguir uma dieta vegetariana e de abster-se de actividades sexuais promíscuas.
Se a maior parte das normas encontra origem em ideias bastante anteriores à filosofia Straight Edge, o termo em si deriva da canção «Straight Edge» datada de 1981 e tocada pelo grupo punk hardcore Minor Threat. A letra, escrita por Ian Mackaye, condena abertamente o uso de substâncias psico-activas. Mackaye explicou depois que, abstendo-se de drogas e álcool, se sentia superior em relação a quem fazia uso pesado destas substâncias. E foi considerado straight numa era em que as drogas estavam intimamente ligadas ao mundo rock’n'roll.
Na realidade, não existe apenas um motivo para que um indivíduo decida seguir uma vida Straight Edge. As razões são de facto múltiplas e poderiam ser filosóficas, teólogas, sociais, ou simplesmente salutares. Existem diversas interpretações da prática Straight Edge e da aplicação das suas regras. A etiqueta refere-se geralmente à abstinência.
A letra X é o símbolo do movimento Straight Edge. No geral, o X é marcado ou tatuado na mão (ou em ambas as mãos) apesar de poder ser encontrado em outras partes do corpo ou então em estampas, pins, t-shirts etc. Segundo um estudo do jornalista Michael Azerrad, as origens do X levam-nos até à digressão americana dos Teen Idles; uma das noites previa um concerto no Mabuhay Gardens de San Francisco, mas quando chegaram o dono do local apercebeu-se que todos os membros da banda eram menores de idade e, de forma a vedar-lhes o acesso ao bar, decidiu marcar um enorme X preto nas suas mãos, como aviso ao staff para não lhes servir bebidas alcoólicas. Assim que voltaram a Washington, a banda sugeriu o mesmo sistema nos locais de concerto da cidade, para permitir também aos adolescentes assistir aos concertos sem que lhes fossem servidas bebidas. Um grande número de bares aceitaram de bom grado a sugestão, tornando o X o símbolo do estilo de vida livre de drogas dos Straight Edge.
Há também uma sub-cultura Straight Edge com uma mentalidade fortemente militante e activista, com um longo currículo de revoltas e violência ao longo de toda a década de 80 e até meados dos anos 90. Em alguns locais dos Estados Unidos, a polícia chegou a classificar os Straight Edge como gangue, devido à onda de violência desencadeada por estas comunidades.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Rembarre!

Música livre para homens livres! Porque para nós conta apenas a difusão da nossa música e da nossa mensagem e porque queremos romper com todas as lógicas e práticas comerciais, decidimos dispobibilizar as primeiras músicas dos Rembarre para descarregamento gratuito e livre. Se descarregar e copiar a música produzida pelas corajosas editoras independentes e militantes é um crime contra a causa, descarregar e copiar os Rembarre é uma obrigação!
terça-feira, 30 de junho de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Francesco Mancinelli
Em 1982, Francesco Mancinelli lança-se na música alternativa, um dos motores do movimento nacionalista revolucionário italiano. Será um dos artistas que mais vai contribuir para o salvamento e transmissão das ideias desse movimento ao longo da década de 80. Em 1982, a associação romana DART (Divisione Artistica Raggruppamento Tradizionale), lança um álbum ao vivo intitulado «Tempo di Lottare», que reagrupa numerosos artistas entre os quais Mancinelli. O disco é dedicado à memória de Alberto Giaquinto e contém a (doravante) célebre faixa «Generazione’78». No ano seguinte, Mancinelli dá numerosos espectáculos frequentemente acompanhados da projecção de diapositivos e entrecruzados por poesia.
Em 1989, lança uma cassete autoproduzida, «Concerto per il domani» (editada depois com o título «Al muro del Tempo»). Em Outubro do mesmo ano edita uma demo dedicada à luta europeia contra o jacobinismo. A sua versão definitiva encontrar-se-á alguns anos mais tarde no álbum de Contea «Il campo dei ribelli». Em 1995, Francesco Mancinelli funda o grupo Terra di Mezzo, influenciado por sonoridades tradicionais europeias. O nome do grupo é inspirado pela obra de Tolkien «O Senhor dos Anéis». Apresenta-se pela primeira vez ao vivo no pub Cutty Sark, por ocasião do solstício de Verão. Em Junho de 1996, a produtora Rupe Tarpea lança o álbum «Terra di Mezzo», no qual participa Nico Nitti (Hyperborea/Malabestia/Zetazeroalfa) enquanto guitarrista.
Em 1997, sempre sob a chancela da Rupe Tarpea, Mancinelli e os Terra di Mezzo participam no álbum «Tributo a Janus», reinterpretando a canção «Al Maestrale». Após uma última aparição na compilação «Vox Europa 1», o grupo separa-se. Em 2000, Mancinelli participa num álbum split com o irlandês Bobby Pears («The Eagle and the Harp») , fundando depois o grupo folk Contea com Marzio Venuti Mazzi e Gregorio Bardini.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Mensagem de Fernando Pessoa à Beira-Mágoa
"Mensagem de Fernando Pessoa à Beira-Mágoa": pedidos directamente a José Campos e Sousa, pelo email largodocarmo[at]gmail.com, ao preço unitário de 17 Euros.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Arditi
Arditi é o nome de uma banda sueca de estilo neo-clássico e industrial marcial. É composta por dois membros: Möller of Puissance e Mårten Björkman, ambos vindos de bandas de black metal. Os Arditi formaram-se em 2001 e o seu nome tem origem nas forças especiais do exército italiano do início do século XX, conhecidas como Arditi.
A banda sueca editou em 2002 o seu primeiro EP, com o nome "Unity of Blood", seguindo-se pouco depois o seu primeiro álbum, "Marching On To Victory". Desde esse ano, os Arditi lançaram mais dois álbuns, "Spirit of Sacrifice" e "Standards of Triumph", em 2005 e 2006 respectivamente, assim como três EPs, incluindo uma edição especial em conjunto com a banda Toroidh. Já em 2008, a banda editou o álbum "Omne Ensis Impera".
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Coração de Legionário
Dernière Volonté (Última Vontade, em português) é o nome do projecto musical do músico francês Geoffroy D. A sonoridade enquadra-se nos estilos marcial, neo-clássico, dark ambient e pop militar. Com o primeiro álbum ("Obéir Et Mourir") editado em 1998, Geoffroy tentou fundir a música marcial e o dark ambient. No entanto, progressivamente, o uso da voz e melodia foi dando lugar à utilização de samples históricos e à ênfase na atmosfera e no ritmo. Em 2003, com o álbum "Les Blessures De L'Ombre", Geoffroy tomou uma nova direcção, combinando o estilo marcial com refrões e melodias pop.
O projecto Dernière Volonté tornou-se controverso pelo uso de estética, estilo e samples de vozes relacionados com o fascismo europeu. Com o último registo editado em 2007, a banda continua no activo, dedicando-se a espectáculos ao vivo.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Electro-futurismo
Biobetabunker é o nome de uma banda electrónica italiana. Criada a Junho de 2007, combina várias tendências electrónicas e experimentais, convergindo individualmente numa única direcção, não por uma vontade definida mas devido a algo que os membros da banda consideram como "destino".
Os Biobetabunker designam o estilo da sua música por "electro-futurista". Se por um lado vão buscar inspiração a bandas electónicas das décadas de 80 e 90, como Kraftwerk, Depeche Mode e até Chemical Brothers, Prodigy e FatboySlim, por outro lançam raízes numa dinâmica "fiumano-futurista" que considera L. Russolo e B. Pratella (fundadores do "Manifesto dos músicos futuristas") os verdadeiros pioneiros da música electrónica. As letras variam de uma dinâmica futurista para slogans "d'annunzianos" adaptados à situação contemporânea.
O projecto BBB, que lançou o seu primeiro álbum (Catenaccio!) a Junho de 2008, procura no fundo dar um espírito aos ritmos electrónicos.
sábado, 28 de junho de 2008
Marcello de Angelis e 270 Bis
Marcello de Angelis, jornalista de profissão, é também vocalista da banda 270Bis. Ligado à militância nacionalista desde muito jovem, atravessou o exílio em Paris e Londres, onde trabalhou como gráfico e ilustrador. Personalidade de referência no movimento nacionalista, desempenhou funções como senador e membro de diversas comissões parlamentares. Em 2008 foi eleito para a Câmara dos Deputados como cabeça-de-lista pela coligação de Berlusconi.
Enquanto jovem, é descrito como curioso, dotado de uma sólida cultura europeia e fluente em diversas línguas, assim como dotado desenhador e leitor assíduo de bandas-desenhadas. Foi maquetista de profissão, um ofício que aprendeu graças à improvisação garantida pela experiência de activista.
Precoce na política, juntou-se à secção de Roma, sua cidade natal, do Fronte dellà Gioventu, a organização juvenil do Movimento Social Italiano (MSI). Aos 14 anos, é confrontado com a difícil situação de jovens "camerati" neo-fascistas que se opõem com uma violência crescente aos "compagni" de esquerda.
Regularmente, os jovens "missini" são assassinados por marxistas e a vida nas escolas e faculdades torna-se uma luta quotidiana. Durante os anos 70, a cruz celta é uma provocação inadmissível para os "novos partisans", como gostam de definir-se os que formam o vasto grupo que mais tarde dá origem a organizações terroristas como as Brigadas Vermelhas. Um slogan floresce nas paredes, ultrapassando o simples comentário: "matar um fascista não é um delito".
Desiludido pelo "conservadorismo" do movimento de Giorgio Almirante, Marcello abandona o MSI e junta-se a um pequeno grupo de jovens activistas que gravita em torno de diferentes escolas da capital italiana: "Lotta Studentesca". Em 1978, é constituída a organização que mais dará que falar em Itália, apesar da sua breve existência de dois anos: Terza Posizione.
No segundo número da revista "Per la Terza Posizione", um artigo intitulado "nossa luta", apresenta a futura linha do movimento: "Militar na esfera da Terceira Posição significa combater um imperialismo russo-americano, recusar e lutar contra as duas frentes políticas, comerciais e militares ligadas ao Kremlin e à Casa Branca".
O nome da organização tem origem numa fórmula cara ao general argentino Peron. Entretanto o grupo desenvolve-se e mesmo o Mundo da Educação (Janeiro 1981) reconhece o sucesso desta "nova extrema-direita": "os jovens fascistas mantêm o gosto pela violência e o culto dos heróis. Mas adoptaram a linguagem, a música, as preocupações de toda a sua geração."
Este período florescente para os jovens militantes da Terza Posizione será de curta duração. A 23 de Setembro de 1980, na sequência do terrível atentado na estação de Bolonha (que hoje se sabe dever à loja maçónica P2 de Licio Gelli e a certos sectores dos serviços secretos) a repressão abate-se sobre a Terza Posizione.
Mais de 500 polícias são mobilizados para deter cerca de quarenta jovens, alguns com menos de 18 anos, acusados de "constituição de grupo armado" e "associação subversiva". As prisões italianas enchem-se então com várias centenas de prisioneiros nacionalistas. Alguns ficarão detidos quatro anos em prisão preventiva até serem... absolvidos! Entre os cerca de sessenta activistas que conseguem fugir a tempo, certos quadros como Marcello conseguem passar a fronteira. Deixa para trás a sua namorada de 19 anos, grávida de 4 meses, que dará à luz na prisão. A 21 de Janeiro de 1981, o seu filho Luca Nazzareno vê o dia. Tem o mesmo nome do seu irmão, "Nanni".
A 5 de Outubro de 1980, Nanni havia sido detido pelos homens da Digos, um autêntica polícia política. Ferido durante a detenção, é encontrado morto nessa mesma tarde, na sua cela, na prisão de Rebibbia. Um "suicídio", segundo as autoridades judiciais. Os camaradas não têm dúvidas: Nanni foi assassinado, morreu por falta de cuidados depois de ter sofrido brutalidades policiais. Após estadia clandestina em França, Marcello refugia-se na Grã-Bretanha. É preso em 1981 e cumpre seis meses de prisão em Brixton. O pedido de extradição é recusado por juízes ingleses e Marcello torna-se "livre" para levar uma vida de "refugiado", em conjunto com uma quinzena de camaradas.
Após quase dez anos, Marcello toma a decisão de regressar a Itália, seja qual for o custo. Decide enfrentar a condenação a cinco anos e seis meses de prisão "devido ao artigo 270 Bis" e regressa a Roma, ou melhor, à prisão romana de Rebibbia, onde o seu irmão morrera e o seu filho nascera. Após três anos, graças a uma redução de pena em 1989, as portas da cela abrem-se e Marcello olha em seu redor. O mundo havia mudado.
Da breve experiência de liberdade reencontrada, apenas um surpreendente ponto positivo: a cassete que havia enviado a um amigo enquanto estava encarcerado havia dado volta à Itália e não passava um dia sem encontrar alguém que conhecia as suas canções de cor, as interpretava e dava a conhecer. Tendo isso em conta, e segundo o provérbio "uma canção faz mais estragos que cem mil folhetos", ele empunha novamente a sua guitarra. Com Cláudio Scotti - conhecido como Gianetto - velho camarada e co-arguido reencontrado após muitos anos, o jovem Ultra da Lazio Antonello Patrizi - conhecido como Babba - e o baterista Gianlucca Rizzante, constitui a primeira formação dos 270 Bis, assim chamada em honra da experiência processual... Estamos em 1993. O primeiro reportório do grupo compôs-se de velhos sucessos revisitados de Marcello (Settembre Nero, Eri Bella), de temas escritos atrás das grades (Cara Amica, El Bandido, Salve Sole, Ehi! Guardia) assim como outros nascidos do impacto do regresso (Apri gli Occhi) e da observação do novo mundo - mais velho ao mesmo tempo - (Bomber Nero, Spara sulle Posse). O ano seguinte foi marcado por um salto qualitativo graças à chegada do saxofonista Max Cocciolo. Após numerosos concertos, é editada a primeira cassete intitulada "I Signori della Guerra" ("Os Senhores da Guerra"). Os cinco mil exemplares produzidos esgotaram-se num ano. Seguiu-se o segundo LP - "Cuore Nero" ("Coração Negro") com temas retomados do reportório original e de novas músicas que rapidamente se tornariam grandes sucessos (Non Scordo e Claretta e Ben). Sucede-se um período de estagnação e de transformações dolorosas. Entre boicotes e vetos da quase totalidade das forças políticas (cada uma por razões distintas), os membros dos 270 bis prosseguiram as suas actividades de provocadores cantores dando mais de cem concertos em quatro anos.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
DDT
Nascidos em 1998, em Milão, os DDT são uma banda de rock identitário italiano. Vão buscar o nome à "Dodicesima Disposizione Transitoria", um decreto da constituição italiana que proíbe a reconstituição e apologia do fascismo. Estrearam-se com uma cassete entitulada com o nome da banda, lançada em pleno Campo Base (festival de Verão nacionalista). Em 1999 participaram na compilação "Oltremuro", para comemorar o décimo aniversário da queda do Muro de Berlim, ao lado de bandas como Aurora e Indole. Em seguida colaboraram na compliação "Il ghigno feroce del natale". Em 2005 lançaram outro álbum de originais, com o título "Skaglia!", com clássicos como "Mi sento strano". Participaram depois na compliação "Skadafascio". Preparam agora um novo álbum, a editar 21 de Junho, com o título "Non puoi farci niente".
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Entrevista com Sköll
O último álbum de Skoll acaba de sair sub a chancela da Rupe Tarpea e intitula-se “Il Segreto di Lacedemone” (O Segredo de Esparta).
Qual é o segredo que esconde o título deste novo álbum?
Skoll: O segredo de Lacedemone é revelado no livrete do CD. Reproduzi um texto citado do trabalho de Pressfield sobre a sociedade espartana: “Portas de Fogo”. Este segredo, que fazia Esparta uma sociedade e força militar excepcional era um sentido da pertença, a identidade, de camaradagem e espiritualidade. O facto de ter escolhido como tema este enigma espartano não se encontra apenas no livrete e no título do álbum mas também na maneira de abordar a música. Os textos, em especial, foram escritos de modo a que o segredo se revele apenas após uma interpretação completa e atenta do disco e não somente após uma leitura dos textos.
Quais são os temas abordados no disco, quais foram as tuas fontes de inspiração e o conceito musical?
Skoll: A ideia inicial era não fazer um álbum-conceito como “Sole e Acciaio” mas um disco mais variado, que passa de um tema a outro sem, no entanto, privar-se de um fio condutor: o título do álbum e o texto no livrete são apenas estéticos. O disco é focalizado essencialmente sobre a figura do combatente: desde os revoltosos de Fiume passando pelos combatentes irlandeses, o meu avô que fez a campanha em África até a El-Alamein ou Guy Fawkes que, no século XVII, tentou que fazer explodir o parlamento britânico e organizou “a conspiração dos pobres”.
Tem sido um bom período para a tua produção musical. A 25 de Abril, editaste o mini CD “Ecclisse” com excelentes faixas como “nave dei sogni infranti”, “Tra pace e guerra” e sobretudo “La Bellezza”. Se bem recordo, trabalhas também num álbum acústico. Além disso, ainda tiveste tempo para tocar em França, Bélgica, Alemanha e certamente em Itália. Queres falar-nos destas iniciativas e dos teus próximos projectos?
Skoll: O meu recente trabalho acústico está em parte fundido neste novo álbum. Num futuro próximo, vou dedicar-me a dar a conhecer este álbum. É um longo trabalho, mas creio que vale a pena. Em relação à frente dos concertos, acabo de reunir um grupo, estamos cheios de trabalho.
Ouvindo alguns extractos “Il Segreto di Lacedemone”, temos a impressão que a trama musical é muito mais delicada que a do último álbum “em Sole e Acciaio”.
Skoll: O estudo dos arranjos constituiu o núcleo do trabalho do álbum. Deste ponto de vista, é um disco original. Quis retirar certos sons electrónicos para fazer um CD mais natural, mais acústico (sem bateria, sem distorção de guitarra). A grande novidade é a utilização de uma orquestra sinfónica que toca essencialmente para bandas sonoras de filmes. O resultado, ao ouvir o CD, é pensar mais em Morricone que num álbum de música alternativa.
Abordando os detalhes, não podemos deixar de observar o magnífico trabalho gráfico da capa: um tigre na água, o contraste entre a agressividade e as cores do pastel.
Skoll: Queria uma capa clara, ligeira e minimalista. A ideia do tigre branco veio de uma imagem publicada pelo Novopress. Contactei-os e transmitiram-me as informações sobre estes tigres. Transmiti a ideia à produção Rupe Tarpea. Devo dizer que, de todos os álbuns, é esteticamente o que prefiro.
Abriste recentemente um Myspace (http://www.myspace.com/myskoll), que se deve certamente ao fenómeno Rádio Bandiera Nera, que não pára de crescer. Qual é a tua opinião acerca da tecnologia (utilizaste-a abundantemente na tua música) e da Internet enquanto meio de propagar as nossas ideias e a nossa cultura?
Skoll: Sou um grande promotor da tecnologia. A nível mediático, a Internet permitiu à nossa cena sair do seu gueto e crescer. Só por isso deveríamos estar gratos pelo que diz respeito às novas tecnologias. No plano musical, as coisas não mudaram tanto quanto isso: uma utilização inteligente da tecnologia permite produzir coisas com grande qualidade em menos de tempos e com menores custos.
Federico, terminamos esta entrevista perguntando-te o que pensas da cena política e musical italiana. Obrigado ainda por esta entrevista e boa sorte para este grande álbum.
Skoll: Parece-me que a cena musical é muito viva. Em Itália há numerosas novidades, dezenas de concertos e a cena alternativa conta com cada vez mais grupos. O público permanece estável e constitui uma base sólida, sobretudo em comparação com a crise que agita desde há 10 anos a cena musical comercial. Politicamente, em contrapartida, constata-se uma grande confusão e uma fragmentação geral. Mas pelo menos, as coisas vão mexendo e nada nos diz que brevemente o vento não sopra na nossa direcção.
Fonte: ID Magazine
http://id.novopress.info/
domingo, 18 de maio de 2008
Rescaldo do concerto contra a desocupação da CasaPound Latina
10 grupos musicais, 800 pessoas, dezenas de comunidades militantes de toda a Itália.
Estes são os números do concerto "contra a desocupação" organizado pelos rapazes da CasaPound Latina sábado, dia 10 de Maio, no terreno ocupado. O concerto, iniciado às 16h, prosseguiu depois de uma breve pausa de uma hora até as 24h. Enzo Savaresi, responsável pela ocupação, afirma que "este concerto, como havíamos anunciado, é o grito de CasaPound Latina e de todos os camaradas presentes, contra a iminente desocupação decretada pelo tribunal de Latina em benefício da sociedade proprietária do espaço. Sociedade que lançou o imóvel num estado de pesado abandono, tornando-o abrigo para toxicodependentes e delinquentes de todo o tipo. Lugar que limpámos e restituimos aos cidadãos, sem esquecer o objectivo principal da ocupação, que é dar um tecto a todos os italianos forçados a viver num estado de instabilidade e que irão para a rua caso a hipótese do despejo se tornar real. Mas - sublinha Savaresi - os rapazes de CasaPound e de toda a Itália estão prontos a lutar contra o despacho do Tribunal e para continuar a nossa luta pelo direito à propriedade da casa".
terça-feira, 13 de maio de 2008
Hôtel Stella
Os Hôtel Stella são uma banda de rock alternativo parisiense nascida na Primavera de 2005. Qualificam-se de "punks hussardos". Aqui o punk junta-se à Tradição e a um fascínio pela cidade de Paris e pela sua história: a Comuna (revolução parisiense de 1871 que acabou sob um banho de sangue), os "apaches" (vadios) que "poluíam" Paris no início do século XX e a corrente literária "anti-Sartre" dos anos 50 liderada pelos "hussardos" Antoine Blondin, Roger Nimier e Jaques Laurent. Os Hôtel Stella têm por isso uma abordagem muito intelectual e boémia à música. O espírito "hussardo" é evidente em faixas como "Absinthe" ou "Orage métallique" («femmes, violence, champagne, génération de l’ambition, les résistants entrent en campagne, mission: rétablir la passion !», ou seja «mulheres, violência, champanhe, geração da ambição, os resistentes entram em campanha, missão: restaurar a paixão!»).
Até agora a banda editou apenas um mini-cd, entitulado "Un Singe Enivré", cujo único defeito é ser realmente demasiado curto. Mesmo assim, as cinco faixas ouvem-se muito bem e entram facilmente no ouvido, num estilo "punk-rock" muito audível e original. Um novo álbum está previsto para os próximos meses, sob a chancela da Alternative-S. Apesar do único registo discográfico, os Hôtel Stella conseguiram, através de numerosos concertos, forjar uma notável reputação e uma sólida falange de admiradores.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Herederos de una historia
No último sábado, 3 de Maio, celebrou-se em Madrid um concerto de homenagem aos heróis espanhóis que a 2 de Maio de 1808 se revoltaram contra os exércitos de Napoleão que então ocupavam a Península Ibérica.
A responsabilidade de de dar som a esta homenagem recaiu sobre duas bandas míticas: Compagnia dell'Anello e Estirpe Imperial.
A primeira banda a começar foi a italiana, com os seus nove componentes. Com o elevadíssimo nível musical a que sempre nos habituaram, deram arrepios aos assistentes com os seus temas carregados de sentimento, autênticos hinos revolucionários compostos ao longo de mais de 30 anos de luta nacionalista em Itália.
Posteriormente chegou a vez dos espanhóis Estirpe Imperial. Criados no início da década de 90 em Madrid, são uma referência do panorama musical nacionalista espanhol. Com os acordes das suas músicas mais conhecidas, souberam levar o público a entoar em uníssono todas as suas letras.










