quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Pensar localmente para (re)agir globalmente

«Existem outras maneiras de utilizar o sol e o vento que não dependem de engenhocas de alta tecnologia do tipo dos painéis solares e das turbinas e, futuramente, recorreremos cada vez mais a elas. Um cavalo de carga é uma ferramenta agrícola movida a energia solar, capaz de se reproduzir, ou seja, auto-renovável. Implica, no entanto, um sistema de agricultura inteiramente diferente. Uma horta é uma actividade movida a energia solar que produz alimentos à escala familiar. Na nossa época, as hortas perderam importância, transformando-se quase em decoração de exteriores. Com o fim do petróleo, teremos certamente de produzir mais alimentos perto dos locais em que habitamos, e será isso que farão aqueles de nós que possuírem alguma terra, nem que seja um quintal numa casa citadina. A energia eólica, solar e hidráulica pode realizar muito trabalho útil, a pequena e média escala, sem recorrer aos combustíveis fósseis. Teremos certamente de recorrer mais a elas em pequena escala e a nível local, seja o que for que nos reserve o futuro.»

James Howard Kunstler
in "O Fim do Petróleo - O Grande Desafio do Século XXI", Bizâncio, 2006.

3 comentários:

Gonçalo R. disse...

Concordando totalmente com o artigo, deixo no entanto algo relacionado, que reforça a ideia de sermos marionetas ao serviço de interesses "muito pouco" claros...

Cientistas descartam a mentira do aquecimento global!

http://www.grifo.com.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=258&Itemid=1

Gonçalo R. disse...

Ainda em relação ao artigo de James Howard Kunstler, este vem confirmar o que é dito há muito pelo Arq. Gonçalo Ribeiro Telles, mas ao que parece a República "Socialista", ao serviço de outros interesses (que não os nossos) não o tem querido ouvir...
Hoje somos um País, suburbano e esfomeado, onde temos como hobbie, deslocarmo-nos aos hipermercados ao “domingo à tarde” de bolso quase vazio, para admirar as montras de artigo importado e produzido sabe-se lá como, artigo este que praticamente não gera riqueza para a nossa economia, ou seja o nosso (pouco) dinheiro esfumaça-se todinho lá para fora e nós continuamos a arder…

O pior, é quando meia dúzia de camionistas se lembram de brincar às greves... aí regredimos à mais infinita incapacidade de habitar este pedaço de Terra! É uma vergonha como a nossa sociedade tem sido desbaratada... sem haver uma estratégia para Portugal, como Nação independente e livre!

No contexto de achega ao artigo, pode dizer-se, que são precisos três hectares em média para uma família se considerar autónoma em termos alimentares, as hortas de que se fala são apenas supletivas, no entanto tem havido enormes progressos actualmente no campo da agronomia, que permitem que em meio hectare, já se consiga poupar muitas idas aos hipermercados, em particular no que diz respeito às leguminosas, cogumelos e alguns frutos, que por acaso são o tipo de alimentação mais saudável, tudo isto adivinhe-se, a um custo praticamente nulo, que faz com que muitas cidades lá por fora, estejam a apostar nas hortas citadinas, para eliminar os custos de transporte e de outros intermediários…

Mas em Portugal teimamos em não acordar para a nossa realidade, falta um caminho para Portugal!

BoDy anD SouL disse...

Eu ja comecei a minha horta
http://www.flickr.com/photos/ninidownunder/3147216924/derse