terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Divisão Azul


Terminada a Guerra Civil, marcada pela extrema violência de ambos os lados em conflito, Franco começou a lenta reestruturação do país. Logo começou a 2ª Guerra Mundial, e lhe foi cobrada uma posição no conflito. O encontro com Hitler foi em 13 de Novembro de 1940, em Hendaye, na França. O encontro com Mussolini foi em 7 de Março de 1941, em Bordighera, na Itália. Franco optou pela neutralidade enviando para a Alemanha apenas uma divisão de infantaria, conhecida como “Divisão Azul”, a de número 250 da Wehrmacht, comandada pelo Generalmajor Muñoz Grandes. Esta divisão era composta por voluntários espanhóis, na maior parte falangistas, e por alguns portugueses, ex-membros da Legião Viriato. Engajou-se na luta no sector de Leningrado, na Rússia, até ser retirada de combate, com cerca de seis mil baixas.

Dos portugueses desta divisão, somente um retornou vivo. A maior parte morreu no frio de 35º abaixo de zero das estepes russas. O sobrevivente chamava-se João Rodrigues Júnior. Este, em 1936, depois de ter cumprido o serviço militar, partiu para Espanha, onde havia começado a guerra Civil, e se alistara na Legião Estrangeira Espanhola. Em 1941, terminaria seu contrato de cinco anos com a Legião, mas decidiu por renová-lo para lutar contra o comunismo. Em 1942, aos 26 anos, retornou para sua casa, ainda um idealista.

5 comentários:

Anónimo disse...

Existe alguma cópia com maior resolução desta foto?

O fulano de perfil pode ser este: http://static.howstuffworks.com/gif/allies-bomb-northern-nazi-germany-40.jpg, a estatura está certa, o perfil está certo, mas nem as platinas se conseguem ver, urrgh! A divisa na manga do uniforme também não se consegue distinguir bem.

Pedro disse...

O senhor à direita é o general Moscardó, herói do Alcázar de Toledo. No centro está o general Muñoz Grandes, o comandante da Divisão Azul. No braço e no capacete está o escudo espanhol.

Gonçalo R. disse...

Boas!
Deixo um link muito interessante, para uma entrevista a João Rodrigues Júnior, na revista A ESFERA, de 23 de Agosto de 1942.

http://www.causanacional.net/index.php?itemid=156

Contudo o entrevistado, não foi o único sobrevivente da Divisão Azul. Houve vários, um deles julgo ter sido o famoso Casimiro Monteiro, que participou na guerra civil de Espanha, integrando a Divisão Azul na frente Russa (Leninegrado). Penso que em 1943 foi detido pelos ingleses, que depois o colocam sob o comando de Montgomery (integrado no 8.º Exército) no combate às tropas de Rommel, na invasão de Itália. (de onde aliás penso que sai ferido).
Combateu quer do lado do Eixo, quer dos Aliados!
Especialista em minas e armadilhas, haveria mais tarde de andar na Goa anexada pela União Indiana, na Tanzânia e em Moçambique.
Penso que a 24 de Abril(?), retira-se de Portugal e vai para a África do Sul, onde acaba por morrer.
Como diria Óscar Cardoso, a vida desta figura dava um filme tremendo!

Ainda de acordo com o escritor Henri Landemer em "As Waffen SS" da Editora Ulisseia, participaram algumas centenas de portugueses integrados numa suposta "Legião Verde" e que foram repatriados em 1944.

Cumps,
Gonçalo R.

Anónimo disse...

Nah! Aquele não parece o escudo espanhol da Divisão Azul, veja-se
http://img.audiovis.nac.gov.pl/PIC/PIC_2-1507.jpg e http://historywarsweapons.com/wp-content/uploads/image/BlueDivision3.JPG .

Lembra muito mais isto: http://www.aberdeenbookstore.com/images/dasreichIV.jpg, a insígnia da 2ª Panzer SS, "Das Reich".

Anónimo disse...

Exacto, Gonçalo R, vários portugueses regressaram vivos da frente leste, integrados na Divisão Azul: aqui está apenas uma parte da lista dos portugueses que morrerem e dos que regressaram:

http://2.bp.blogspot.com/_Pgb9_GVYb9c/Slja7FMjZcI/AAAAAAAAEtQ/AFDJ5z4-9MY/s1600-h/Voluntarios+portugueses+na+Divis%C3%A3o+Azul+3+-+Serga.jpg


Muitos dos que regressaram ainda foram depois integrados por sua live vontade mais uma vez em Divisões das Waffen ss, pelo menos em 2 há registos de umas dezenas de portugueses - na Charlemagne e na Wallonien de Leon Degrélle.

saudações ancionalistas