sábado, 12 de dezembro de 2009

A Metapolítica como guerra revolucionária


"Um marxista italiano, Antonio Gramsci, foi o primeiro a compreender que o Estado não está confinado a uma estrutura política. De facto, estabeleceu que o aparelho político funciona paralelamente a uma chamada estrutura civil. Por outras palavras, cada estrutura política é reforçada por um consenso civil, o apoio psicológico das massas. Esse apoio psicológico expressa-se através de um consenso ao nível da cultura, da visão do mundo e do ethos. De forma a existir de todo, o poder político encontra-se, portanto, dependente de um poder cultural difundido no interior das massas. Com base nesta análise, Gramsci compreendeu porque razão os Marxistas não conseguiam tomar o poder em democracias burguesas: não tinham o poder cultural. Para ser preciso, é impossível derrubar uma estrutura política sem antes ter tomado o controlo do poder cultural. O parecer favorável do povo tem que ser conquistado primeiro: as suas ideias, ethos, formas de pensar, sistema de valores, arte, educação, têm que ser trabalhadas e modificadas. Apenas quando as pessoas sentem a necessidade de uma mudança como algo auto-evidente é que o poder político existente, agora separado do consenso geral, começa a desmoronar-se e a ser derrubado. A Metapolítica pode ser vista como a guerra revolucionária travada ao nível das visões do mundo, dos modos de pensar e da cultura."

Pierre Krebs
in Die Europäische Wiedergeburt, 1982.

1 comentário:

Escarapão disse...

Não é por alguns terem defendido coisas diferentes como Gramsci, que devemos deixar de aproveitar o seu saber.
A Metapolítica Inconformista é um dever.