Mostrar mensagens com a etiqueta Jean-Yves Le Gallou. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jean-Yves Le Gallou. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A Internet alterou o curso da batalha das ideias

«O aparecimento e o desenvolvimento da Internet alteraram o curso da batalha das ideias.
A “revolta das elites” foi imposta aos povos por intermédio dos grandes meios de comunicação centrais: televisões, rádios e grandes jornais; o seu método de funcionamento é vertical: a informação parte de um emissor e desce até um receptor.
A internet inverte a relação de forças entre o centro e a periferia. Na Internet cada um é ao mesmo tempo receptor e emissor.
Desta forma, o monopólio da imprensa é quebrado. Jean-Paul Cluzel, presidente da Rádio France, constatou-o: “nos sítios de internet, os internautas, jovens em particular, encontraram uma informação bruta que lhes parece mais objectiva e honesta.”

Diversas características da Internet contribuem para quebrar o monopólio da ideologia única difundida pela hiper-classe mundial:
– Primeiro, a internet permite a expressão da opinião privada que, por natureza, é mais livre que a opinião pública; o uso de pseudónimos pode ainda reforçar essa atitude; e os tabus impostos pela vida quotidiana desvanecem-se na Internet;
– Em seguida, a Internet permite uma propagação viral das mensagens; propagação que pode ser extremamente rápida e que força cada vez mais os meios de comunicação centrais a divulgar informações inicialmente ocultadas.
– Por fim, os motores de busca não têm – ainda – consciência política. São neutros, o que garante a factos e análises não conformes uma boa esperança de vida e de desenvolvimento na Internet.»

Jean-Yves Le Gallou
in "Douze thèses pour un gramscisme technologique"

domingo, 9 de novembro de 2008

A Única Ideologia

«A ideologia politicamente correcta não é apenas dominante, tornou-se também a única ideologia.
Diz-se que “o maior truque do Diabo é fazer crer que não existe”. A força da ideologia politicamente correcta consiste em ter imposto a ideia que os debates ideológicos estavam ultrapassados. Mas como observou oportunamente Dominique Venner no “Le Siècle de 14”, não vivemos numa sociedade a-ideológica, mas numa sociedade saturada de ideologia, de uma ideologia única.
É por isso que não há mais debate ideológico nos grandes meios de comunicação social, já que os únicos que podem exprimir-se – incluindo nas páginas de “opinião” dos jornais – são aqueles que respeitam os cânones da ideologia única.
Desde 1968, há quarenta anos, através de repressão judicial e de afastamento intelectual, político ou mediático, a liberdade de opinião e a diversidade de expressão não cessaram de ser reduzidas.»

Jean-Yves Le Gallou
in "Douze thèses pour un gramscisme technologique"

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A «tirania mediática» impõe um cárcere de ideologia dominante

«Os meios de influência são utilizados pelas elites dominantes para impor uma ideologia de ruptura com as tradições do Passado.
No início do século XX, foram vários os autores que se inquietaram com a Revolta das Massas (Ortega y Gasset). No entanto, é à Revolta das Elites que assistimos nos últimos quarenta anos. Para Christopher Lasch, são as elites económicas, mediáticas e políticas, que impõem aos povos uma ideologia de ruptura com o Passado.
Para nós, a “tirania mediática” impõe um cárcere de ideologia dominante assente em quatro dogmas:
– As vantagens da mundialização;
– A ruptura com a tradição;
– A Esquerda apresentada como ontologicamente superior à Direita;
– O anti-racismo e a culpabilização dos povos.»

Jean-Yves Le Gallou

in "Douze thèses pour un gramscisme technologique"

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os instrumentos utilizados para influenciar a opinião nunca foram tão potentes

«Os instrumentos utilizados para influenciar a opinião nunca foram tão potentes.
Primeiro, porque o tempo passado em frente à televisão representa hoje em França quase 20% da vida dos nossos compatriotas (40% do tempo total em transportes ou trabalho), e os produtores televisivos servem-se da informação para fazer passar as suas opiniões e do divertimento para promover os seus valores (ou anti-valores).
Em seguida, porque o capital consagrado à comunicação e à publicidade nunca foi tão importante, representando actualmente uma percentagem importante do produto interno bruto (PIB). Ora, tanto a publicidade como a comunicação social não se limitam a promover os seus produtos comerciais ou políticos, eles veiculam também as imagens e os valores. Televisão, publicidade e comunicação são de resto mais eficazes para influenciar opinião porque agem através da emoção em vez da razão.
Por último, para completar o dispositivo do suave totalitarismo, a escola e a empresa são também mobilizadas ao serviço do conformismo dominante.»

Jean-Yves Le Gallou

in "Douze thèses pour un gramscisme technologique"