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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O Convento do Carmo

Mandado construir em 1389 pelo Condestável D. Nuno Álvares Pereira, o Convento da Ordem do Carmo ergue-se numa posição privilegiada, sobranceira ao Rossio (Praça de D. Pedro IV), e próxima ao morro do Castelo de São Jorge.
A igreja do convento, que já foi a principal igreja gótica de Lisboa, ficou em ruínas devido ao Terramoto de 1755 e é uma das principais marcas deixadas pelo terramoto ainda visíveis na cidade. O convento eventualmente passou a ser uma dependência militar e, durante a Revolução dos Cravos, foi no quartel do Carmo que o Presidente do Conselho do Estado Novo, Marcelo Caetano, se refugiou dos militares revoltosos. Actualmente as ruínas são sede do Museu Arqueológico do Carmo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Almeida

A Praça-forte de Almeida localiza-se na vila, Freguesia e Concelho de mesmo nome, no Distrito da Guarda, em Portugal.
A actual estrutura remonta ao século XVII, no contexto da Restauração da Independência, quando, revalorizada a sua posição estratégica, foi transformada numa poderosa Praça-forte. Iniciadas em 1641 pelo Governador das Armas da Província da Beira, Álvaro Abranches, as suas obras monumentais só estariam concluídas no final do século XVIII com o Conde de Lippe.
Estrutura chave durante os repetidos conflictos sucessórios no século XVIII, no contexto da Guerra Peninsular foi entregue por ordem governamental ao exército napoleónico sob o comando do General Jean-Andoche Junot em fins de 1807. Devolvida ao domínio de Portugal, foi novamente cercada por tropas francesas, agora sob o comando do general André Masséna (agosto de 1810). Sob o fogo da artilharia inimiga, o paiol de pólvora explodiu arrasando o velho castelo medieval e parte da vila, matando e ferindo mais de quinhentas pessoas. As brechas abertas nas muralhas pelo impacto da explosão forçaram a capitulação da praça que passou a ser guarnecida pelos franceses. Poucos meses mais tarde, sofreria novo sítio, agora por tropas inglesas. Cercados, os defensores franceses retiraram, explodindo a praça atrás de si.
No século XIX, durante o período das Guerras Liberais (1832-1834), a Praça-forte de Almeida foi mais uma vez palco de confrontos pela sua posse, que se alternou entre Absolutistas e Liberais.
Apenas em 1927 a fortaleza deixou, definitivamente, de exercer funções militares. O conjunto encontra-se classificado como Monumento Nacional pelos Decretos 14.985, publicado em 3 de fevereiro de 1928, e 28.536, publicado em 22 de março de 1938.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Aqueduto das Águas Livres

O Aqueduto das Águas Livres é um complexo sistema de captação, adução e distribuição de água à cidade de Lisboa, em Portugal, e que tem como obra mais emblemática a grandiosa arcaria em cantaria que se ergue sobre o vale de Alcântara, um dos bilhetes postais de Lisboa.
O Aqueduto foi construído durante o reinado de D. João V, com origem na nascente das Águas Livres, em Belas, e foi sendo progressivamente reforçado e ampliado ao longo do século XIX. Resistiu incólume ao Terramoto de 1755.

A única área de Lisboa com nascentes de água era o bairro de Alfama. Com o crescimento da cidade para fora das cercas medievais foi-se instalando uma situação de défice crónico no abastecimento de água. Foi ganhando então força a ideia de aproveitar as águas do vale da ribeira de Carenque, na região de Belas. Estas águas haviam já sido utilizadas pelos romanos, que aí haviam construído uma barragem e um aqueduto.

Na primeira fase de construção, entre 1732 e 1748, contou com a participação de arquitectos e engenheiros militares famosos, nomeadamente António Canevari (italiano), Manoel de Azevedo Fortes, Silva Pais, Manuel da Maia, Custódio Vieira (autor da arcaria sobre o vale de Alcântara) e Carlos Mardel (húngaro). Manuel da Maia e Carlos Mardel haveriam de ter, após o grande terramoto de 1755, um papel crucial no projecto da Baixa Pombalina.
O caminho público por cima do aqueduto, esteve fechado desde 1853, em parte devido aos crimes praticados por Diogo Alves (o Pancadas), um criminoso que lançava as suas vítimas do alto dos arcos depois de as roubar, simulando um suicídio, e que foi o último decapitado da História de Portugal.
O aqueduto manteve-se em funcionamento até 1968, tendo sido definitivamente desactivado pela EPAL em 1974. Actualmente é possível fazer um passeio guiado pela arcaria do vale de Alcântara. Também é possível, ocasionalmente, visitar o reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras, o Reservatório da Patriarcal e troços do aqueduto geral na região de Belas e Caneças.

domingo, 23 de novembro de 2008

Torre de Centum Cellas

A Torre de Centum Cellas (também Centum Cellæ, Centum Celli, ou Centum Cœli), também denominada como Torre de São Cornélio, localiza-se no monte de Santo Antão, freguesia do Colmeal da Torre, concelho de Belmonte, Distrito de Castelo Branco, em Portugal.

Trata-se de um singular e curioso monumento lítico actualmente em ruínas que, ao longo dos séculos, despertou as atenções de curiosos e estudiosos, suscitando as mais diversas lendas e teorias. Uma das tradições, por exemplo, refere que a edificação teria sido uma prisão com uma centena de celas (daí o nome), onde teria estado cativo São Cornélio (daí a denominação alternativa).

Sobre a sua primitiva função, acreditava-se que pudesse ter sido um prætorium (acampamento romano). Entretanto, campanhas de prospecção arqueológica na sua zona envolvente, empreendidas na década de 1960 e na década de 1990, indicam tratar-se, mais propriamente, das ruínas de uma antiga villa romana, sendo a torre representativa da sua pars urbana, estando ainda grande parte da pars rustica por encontrar. No contexto da invasão romana da Península Ibérica, a villa seria propriedade de um certo Lúcio Cecílio (em latim: LVCIVS CÆCILIVS), um abastado cidadão romano, negociante de estanho (metal abundante na Península Ibérica), que a teria erguido em meados do século I. De acordo com os testemunhos arqueológicos, foi destruída por um grande incêndio em meados do século III, sendo posteriormente reconstruída.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Templo Romano de Évora

O templo romano de Évora está localizado na cidade de Évora, em Portugal; faz parte do centro histórico da cidade, e foi classificado como Património Mundial pela UNESCO. É um dos mais famosos marcos da cidade, e um símbolo da presença romana em território português.
Embora o templo romano de Évora seja frequentemente chamado de Templo de Diana, sabe-se que a associação com a deusa romana da caça teve origem numa lenda criada no século XVII. Na realidade, o templo foi provavelmente construído em homenagem ao imperador Augusto. O templo foi construído no século I d.C. na praça principal (fórum) de Évora - então chamada de Liberatias Iulia - e modificado nos séculos II e III. No século V, Évora foi invadida pelos povos germânicos, e foi nesta época em que o templo foi destruído; hoje em dia, suas ruínas são os únicos vestígios do fórum romano na cidade.

As ruínas do templo foram incorporadas numa torre do Castelo de Évora durante a Idade Média. A sua base, colunas e arquitraves continuaram incrustadas nas paredes do prédio medieval. Esta utilização da estrutura do templo ajudou a preservar seus restos de uma maior destruição. Finalmente, depois de 1871, as adições medievais foram removidas, e o trabalho de restauração foi coordenado pelo arquiteto italiano Giuseppe Cinatti. O templo original provavelmente era similar à Maison Carrée de Nîmes (França).