segunda-feira, 2 de junho de 2008

Contra o racismo

Zentropa
A noção de racismo tem sido deformada e instrumentalizada pelo pensamento único de forma a penalizar vilmente todos os homens preocupados com a defesa da identidade europeia e a diversidade cultural, num Mundo onde perdemos o verdadeiro significado desta sórdida palavra.
Alguns militantes, à força de entender o que quer dizer este termo, acabaram por aceitar com passividade esta denominação.
Mesmo assim, a imbecilidade do anti-racismo patológico com fundo totalitário não retira nada à fealdade imunda do que é o racismo real. O racismo é odioso, não porque seja “inumano” (é muito humano, demasiado humano aliás…), ou que remeta às “horas mais escuras da nossa história” (expressou-se muito antes e muito depois disso), ou porque seja “bárbaro” (a modernidade produz bárbaros tanto ou mais que em qualquer outra época), mas simplesmente porque é a forma “mais pura” da estupidez.
Que é o verdadeiro (clássico) racismo? É o ódio ou o desprezo experimentado a priori por uma pessoa, baseando-se na sua origem ou cor de pele, independentemente de outro critério. É julgar os outros em função, não do que “faz”, mas do que biologicamente “é”. Não podemos imaginar uma negação mais absoluta do que é o pensamento.
Esta patologia mental, que é o racismo, pode por outra parte tomar formas distintas e às vezes inesperadas. Assim, o antifascismo militante é inegavelmente uma forma de “racismo”, já que nega toda a humanidade de um grupo designado e sem preocupação de análise, de confronto, de discussão ou de comparação.
O “fascista” é um “cabrão” por natureza, sem lugar a comportamentos concretos e reais, negando qualquer generosidade ou verticalidade na sua existência diária. É culpado de tudo o que é.
O antirracismo contemporâneo é também uma forma de “racismo”, já que tende a conferir a priori “qualidades” a minorias devido unicamente ao seu estatuto, exactamente como os racistas “clássicos” lhes imputam “defeitos” pela mesma razão. Xenofilia e xenofobia são duas faces da mesma incapacidade que deve assumir o que somos, gerindo as respectivas diferenças.
O crime fundamental da esquerda é ter utilizado (correndo o risco de o banalizar perigosamente) a acusação de “racismo” para colocar no mesmo saco quer fenómenos distintos e complexos quer outros, honrados e dignos. Particularidades regionais, patriotismo, interrogações históricas, orgulho identitário, tudo isto está sob a fétida bandeira do “racismo”, aos olhos dos apoiantes de um mundo indiferenciado reduzido a um gigantesco mercado.
Mas no entanto, nem o etno-diferencialismo, nem a consciência identitária das divergências e incompatibilidades culturais (que não induzem de qualquer forma a hierarquias), nem o amor pelas tradições (começo do conhecimento dos outros) estão do lado do “racismo”. Aliás, são estas as mais seguras e eficazes defesas contra a sua expressão. E o facto de que algumas gárgulas rancorosas se servirem efectivamente destes conceitos como máscara das suas frustrações e outras sórdidas obsessões não altera a verdade.
Um mundo multipolar, diferenciado e rico nas suas identidades é um mundo não-racista.

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